The Black Dinner: um dos episódios mais brutais da história do Castelo de Edimburgo

Robin: o significado de quando esse passarinho se aproxima de você

Diz a lenda que, quando um robin se aproxima repentinamente de alguém, é sinal de que uma pessoa que você amou e que já faleceu está passando para dizer que está bem. Esse passarinho era visto como uma espécie de mensageiro do mundo espiritual, e sua presença perto de alguém jamais seria por acaso.

Há também uma antiga explicação para o peito vermelho do robin: durante a crucificação de Jesus, ele teria tentado retirar espinhos da coroa, manchando o peito com sangue. Como recompensa por sua compaixão, teria recebido o peito vermelho como marca eterna de bondade e sacrifício.

No castelo: escutamos passos no andar se cima mas não havia ninguém

Fomos os primeiros a chegar a este castelo e entramos assim que ele abriu. Quando ouvimos passos vindos do andar de cima, a primeira hipótese foi óbvia: devia ser algum funcionário.

Subimos para conferir. A torre estava vazia. Éramos os únicos ali.

No vídeo, o som não aparece com tanta clareza, mas ao vivo os passos eram bem nítidos.

Existe uma explicação material para esses “passos”? É possível.
Mas também é possível que não exista. 👀

E sim, peço desculpas pelo rodopio da câmera no teto. Eu estava mais preocupada em registrar o som do que em lembrar que alguém depois teria que assistir ao vídeo. 😅

Lago Ness: A origem do nome “Ness”

Todo mundo já ouviu falar no Lago Ness, mas de onde vem esse nome?

A verdade é que Ness é um nome mais antigo do que qualquer registro escrito e provavelmente tem origem em alguma língua antiga que se perdeu no tempo.

Mas, séculos depois, surgiram lendas. Histórias recolhidas da tradição oral das Highlands, que tentam explicar o nome do lago.

Uma das mais conhecidas diz que Ness era o nome de uma mulher que vivia no grande vale onde hoje está o lago. Segundo a lenda, Ness sofreu uma perda irreparável.
Em algumas versões, ela perdeu seu grande amor. Em outras, perdeu seus filhos. Em algumas, a família inteira.

Os motivos variam, mas o ponto central da história não é o que aconteceu exatamente. É o luto absoluto que Ness sentiu.

Ness chorou.
Chorou por dias.
Depois por semanas.
Até que suas lágrimas começaram a encharcar o vale.

O choro não cessava, porque não havia consolo possível.
A água foi se acumulando lentamente, cobrindo a terra, as casas, os caminhos.
As pessoas foram embora.
O vale desapareceu.

Quando finalmente o pranto cessou, tudo estava submerso.

O lago recebeu o nome dela, e ficou ali como o corpo físico de um lamento.
Ele teria surgido de uma dor grande demais para caber dentro de uma pessoa só. E talvez isso dê sentido à sua profundidade, à sua escuridão e ao seu silêncio.

Verdades sobre o inverno da Escócia que o Instagram não mostra  

Os conteúdos sobre a Escócia nas redes sociais às vezes fazem parecer que este é um reino mágico invernal, de deixar países escandinavos com inveja: muita neve e auroras boreais frequentes.

Mas vamos às verdades que talvez não rendam tantos likes mas precisam ser ditas:

1) Não é tão frio quanto parece.

As temperaturas médias no inverno ficam geralmente entre 0 °C e 7 °C. Frio, claro. Mas nada extremo, e longe de ser o inverno mais rigoroso da Europa. Isso porque a Corrente do Golfo passa por aqui e torna o clima das ilhas britânicas mais ameno, apesar da alta latitude. Países mais ao sul, como Alemanha, Polônia e Áustria, costumam ter invernos bem mais frios que a Escócia.

2) Não tem tanta neve.

Pelo mesmo motivo do item anterior, neve não é frequente quanto parece. Na maior parte da Escócia, a média fica em torno de 10 a 20 dias de neve por ano. E, frequentemente, é uma neve fraca, que derrete logo. Acontecem, às vezes, eventos climáticos específicos, com nevascas que deixam tudo branco por mais dias, mas são exceções. Nas terras altas, até neva mais, mas também inconstante e longe de ser um destino confiável para praticar esqui (mais chances nos Alpes).

3) O que pesa é a escuridão.

Os dias são curtos e com pouca luz, e isso afeta a rotina, o humor e a energia. Não por acaso, a depressão sazonal é uma realidade para muita gente que vive aqui.

4) Chove e venta muito mais do que neva.

A Corrente do Golfo suaviza as temperaturas, mas cobra seu preço em vento e umidade. O inverno escocês é marcado por sistemas de baixa pressão, vento constante e chuva frequente. E é isso que se tem na maior parte do tempo (vide o vídeo 😅).

5) E a Aurora Boreal?

Vir para a Escócia no inverno especialmente para ver aurora boreal é receita para frustração. Ela é rara, imprevisível e depende de uma combinação difícil de fatores: atividade solar, céu limpo e escuridão total. 

Dito isso, a Escócia é linda em todas as estacoes, e algumas paisagens ficam especialmente bonitas durante o inverno. Mas dificilmente vai ser esse reino encantado de Frozen que a internet gosta de fazer parecer que é. 

Dica extra de turismo: no inverno, os dias sao mais curtos e nem tudo abre ou funciona normalmente. Por isso é importante adaptar o seu roteiro.  Roteiros prontos nem sempre podem ser seguidos nessa época, entao nao adianta pegar o roteiro de alguem que veio no verao, por ex, e querer fazer igual. 

Está vindo para a Escócia no inverno e quer ter certeza de que seu roteiro é viável nessa época?

Entra em contato, eu posso te ajudar.

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