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Scone Palace

Como o verão, este ano, caiu em uma sexta-feira 😆, resolvemos dar um rolê por Perthshire, pra fugir das praias lotadas de um dia de 25-26 graus. Parece estranho querer fugir da praia justamente em um dos melhores dias do ano para se ir à praia, mas se vocês, como eu, moram na praia, sabem que é bem nestes dias cheios que a gente prefere nem ir. Privadas de sol e calor pela maior parte do ano, as pessoas vão à loucura quando os termômetros ultrapassam os 20 graus e o sol dá o ar de sua graça. E não pensem, queridos leitores, que a curtição aqui é digna de um país desenvolvido. A praia fica tão imunda quanto lotada (e a regra de distanciamento social é completamente ignorada), fazendo com que os moradores locais tenham que sair para limpar o lixo, no dia seguinte. Garrafas de cerveja, vinho, champanhe, do que for, jogadas pelo chão, pacotinhos de salgadinhos sendo levados pelo mar e, ao fim da tarde, levas e mais levas de jovens voltando da praia, alguns caindo pelas ruas gritando, fazendo cena e achando que arrasam. Porque todos os lugares possuem o seu lado “B” (de “bad”, nesse caso), e a Escócia não é a exceção.

Mas tudo estava lindo e civilizado nos jardins deste castelo que tem nome de pãozinho.

Scone, o pão. Tradicionalmente comido com creme e geleia, durante o chá da tarde, pontualmente, enquanto se comenta as últimas fofocas da família real.

Braemar e o Castelo Kindrochit

Braemar é um dos meus vilarejos favoritos aqui na Escócia (minha lista é grande, mas este ocupa um lugar especial). Fica em Aberdeenshire, no coração do Parque Nacional de Cairngorms, e perto do Royal Deeside, onde fica o Castelo de Balmoral, da família real.

Por estar perto, os Highland Games de Braemar costumam ser sempre frequentados por membros da família real, e não é incomum que a Rainha Elizabeth II participe da abertura dos jogos. Várias lojinhas e mercados locais também fornecem produtos para o castelo. Não é novidade para ninguém que tia Liz adora o Balmoral e toda esta região. Mesmo agora, velhinha, ela faz longas caminhadas pela região, que é cercada de montanhas, florestas de pinheiros e vales cheios de vida silvestre.

Tours virtuais pela Escócia

Nestes tempos estranhos, em que a maior parte de nós passou, ainda passa ou passará por um período de quarentena, e em que viagens estão temporariamente suspensas, resolvi reunir aqui vários tours virtuais para que vocês possam, de casa, passear por alguns pontos interessantes da Escócia. Aliás, como muitos desses lugares estão fechados, mesmo quem mora aqui só pode visitá-los virtualmente, por enquanto.

Espero que vocês gostem!

Castelo de Edimburgo:

O Castelo de Edimburgo é um dos lugares fortificados mais antigos da Europa, e a principal atração da cidade. O lugar, que já foi residência real, guarnição militar, prisão e fortaleza, guarda histórias e segredos incríveis.

Scott Monument

Scott Monument, em Edimburgo.

Construído em 1844, em homenagem a Sir Walter Scott, o escritor mais famoso da Escócia, autor de Ivanhoé, Waverley, entre outras obras. É o segundo maior monumento a um escritor no mundo, perdendo apenas para o monumento a José Martí, em Cuba.

A pequena casa no Loch Shin

Se você um dia passar pelas margens do Loch Shin, na região de Lairg, na Escócia, e avistar esta minúscula casinha em uma ilha igualmente minúscula, provavelmente vai ficar se perguntando o que cargas d’água ela faz ali e, mais ainda, quem cargas d’água mora ali (nem sei se ainda se usa a expressão “cargas d’água”… talvez eu esteja sendo muito velha na escrita, mas achei apropriada, com tanta água ao redor… e a casa certamente exigiu o transporte de uma carga, pela água, então… ok, parei, voltemos à casa).

Diz a lenda que a casa foi construída por um sujeito chamado Jock Broon, em 1824. Jock teria ganhado este pequeno pedaço de terra (com, por acaso, um lago ao redor) de um lorde local, por tê-lo ensinado a destilar whisky. Feliz por finalmente possuir um bocado de chão para chamar de seu, e querendo reforçar seu novo status de “insulofundiário” (inventei a palavra), ele resolveu construir uma casa no local, mas morreu logo em seguida, ao dar um tiro no próprio pé enquanto caçava. Ironia do destino: passou a vida inteira querendo uma casa própria e, quando consegue, pá! o tiro no pé.

Ao menos, esta é a história que está escrita em placas na cidade, fazendo com que turistas inocentes – que não leem este blog – acreditem que tudo isso aconteceu mesmo.

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