Verdades sobre o inverno da Escócia que o Instagram não mostra  

Os conteúdos sobre a Escócia nas redes sociais às vezes fazem parecer que este é um reino mágico invernal, de deixar países escandinavos com inveja: muita neve e auroras boreais frequentes.

Mas vamos às verdades que talvez não rendam tantos likes mas precisam ser ditas:

1) Não é tão frio quanto parece.

As temperaturas médias no inverno ficam geralmente entre 0 °C e 7 °C. Frio, claro. Mas nada extremo, e longe de ser o inverno mais rigoroso da Europa. Isso porque a Corrente do Golfo passa por aqui e torna o clima das ilhas britânicas mais ameno, apesar da alta latitude. Países mais ao sul, como Alemanha, Polônia e Áustria, costumam ter invernos bem mais frios que a Escócia.

2) Não tem tanta neve.

Pelo mesmo motivo do item anterior, neve não é frequente quanto parece. Na maior parte da Escócia, a média fica em torno de 10 a 20 dias de neve por ano. E, frequentemente, é uma neve fraca, que derrete logo. Acontecem, às vezes, eventos climáticos específicos, com nevascas que deixam tudo branco por mais dias, mas são exceções. Nas terras altas, até neva mais, mas também inconstante e longe de ser um destino confiável para praticar esqui (mais chances nos Alpes).

3) O que pesa é a escuridão.

Os dias são curtos e com pouca luz, e isso afeta a rotina, o humor e a energia. Não por acaso, a depressão sazonal é uma realidade para muita gente que vive aqui.

4) Chove e venta muito mais do que neva.

A Corrente do Golfo suaviza as temperaturas, mas cobra seu preço em vento e umidade. O inverno escocês é marcado por sistemas de baixa pressão, vento constante e chuva frequente. E é isso que se tem na maior parte do tempo (vide o vídeo 😅).

5) E a Aurora Boreal?

Vir para a Escócia no inverno especialmente para ver aurora boreal é receita para frustração. Ela é rara, imprevisível e depende de uma combinação difícil de fatores: atividade solar, céu limpo e escuridão total. 

Dito isso, a Escócia é linda em todas as estacoes, e algumas paisagens ficam especialmente bonitas durante o inverno. Mas dificilmente vai ser esse reino encantado de Frozen que a internet gosta de fazer parecer que é. 

Dica extra de turismo: no inverno, os dias sao mais curtos e nem tudo abre ou funciona normalmente. Por isso é importante adaptar o seu roteiro.  Roteiros prontos nem sempre podem ser seguidos nessa época, entao nao adianta pegar o roteiro de alguem que veio no verao, por ex, e querer fazer igual. 

Está vindo para a Escócia no inverno e quer ter certeza de que seu roteiro é viável nessa época?

Entra em contato, eu posso te ajudar.

O trem que sobe a montanha

A vista quando o trem sai do túnel e começa a descer a montanha deixa todo mundo assim: 😍

Esse é Cairngorm Mountain Railway, um trem que faz um percurso de quase dois quilômetros, entre a base e o topo da montanha.

Lá em cima, a 1.097 metros de altitude, ficam o restaurante mais alto da Escócia, com vista panorâmica, lojinha e uma exposição sobre a vida nas montanhas.

Depois de quatro anos fechado para reformas — um investimento de mais de 25 milhões de libras — o funicular voltou a funcionar este ano.

Esse é um passeio diferente que pode ser encaixado em um tour privativo comigo*.

Se você quer uma experiência na Escócia que foge do óbvio, com uma guia que, além de ser uma arqueóloga apaixonada por histórias e lendas, ainda adora uma aventura (🤩 bora subir uma montanha!! ), entre em contato – mas com antecedência, porque minha disponibilidade é bem limitada!

  • Link na bio com mais informações

“Cada clã com seu tartan” – essa associação é mais moderna do que parece

Você já deve ter ouvido falar que cada clã tem seu próprio tartan. Ou, se já veio a Escócia, viu essa associação nas lojas, onde tartans são associados a sobrenomes diferentes. E isso faz parecer que essa relação é super tradicional e histórica. Mas a verdade é que essa história bonitinha e interessante é bem mais moderna do que parece. 

A ideia de que cada clã escocês sempre teve seu próprio tartan exclusivo é, na verdade, um mito em grande parte construído na era vitoriana, com motivações tanto românticas quanto comerciais.

O que é verdade:

Castelo de Balmoral

Minha opinião sincera: só vale a pena incluir o Balmoral no roteiro se você for muito fã da família real, tiver um interesse especial em visitá-lo, ou se o trajeto do resto do roteiro já for mesmo passar lá perto.

Porque ele fica distante, são horas de estrada para chegar até lá, longe de outras atrações mais famosas, e acho que ele entrega menos do que podia: o ingresso é caro e só se pode visitar uma minúscula sala de bailes, além de passear pelos jardins.

É tudo lindo, claro, mas pese essas informações antes de decidir. 😉

Callanish: vídeo mostrando o túmulo central e linha do tempo

 

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