Categoria: Cultura (Página 2 de 3)

Dez observações despretensiosas sobre moda e beleza em Aberdeen

Não que eu seja do tipo super ligada em moda e tendências, pelo contrário, me dei conta que desligar um pouco dos apelos estéticos pode ser libertador… e essa foi uma, das muitas, experiências aqui na Escócia.

1- Roupas adequadas

Primeiramente me dei conta, obviamente, que minhas roupas de inverno gaúchas não enfrentavam o vento escocês. Sentia tanto frio, que eu procurava roupas olhando o seu avesso: “Tem pelinho? Fleece? Pena de ganso? Esquenta de verdade?” … mas devo confessar que com as minhas primeiras peças não cheguei ao resultado esperado de não sofrer com aquele ar gelando os ossos… foram muitas toucas, luvas, meias, pantufas, em aquisições desesperadas e não satisfatórias.
Pouco a pouco fui abandonando a elegância e buscando conforto. Devo confessar que fui um pouco além do que deveria…. mas agora saio bem alegre pelas ruas de Aberdeen. Investi num casaco bem quente, à prova de água e vento, coloco minha touca de lã forrada que cobre as orelhas, uma manta tipo gola de lã com pelinho dentro, luvas de couro, calça de lã e botas… ufaaa…

2- Acessórios

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A flor do cardo

[Texto escrito em conjunto, com  Nicola Chiarei Garofallo]

É possível descrever o clima da Escócia? Viver aqui é bom mas é difícil.
A alma escocesa secular venta de todos os quadrantes.
Em Aberdeen e em outras cidades costeiras. Ventinho e ventão gelado.
Garoa que não é neve, não é granizo, garoinha fina chamada de “drizzle”, micro pedrinhas de gelo quase invisíveis.
Pelas janelas sempre um olhar interrogativo:
qual o volume de nuvens?
teremos minutos de sol?
a previsão vai acertar?
Impossível! Esquece!
Tudo é possível nas terras de William Wallace.
Mas isso fica para depois.
A flor símbolo da Escócia, em inglês, é a “Thistle” ou Cardo em nosso idioma. No ano 1263 os

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Desafio das guloseimas: explorando o supermercado.

Uma das grandes dúvidas que aparece imediatamente após se decidir morar em outro país é: “Como vai ser a nossa alimentação?” e “ Vamos nos adaptar?”

Essa preocupação se multiplica várias vezes quando, primeiro, se tem um bebê que começou a introduzir alimentos sólidos há poucos meses e está em plena crise de um ano de idade (para quem não sabe, nessa época os bebês têm dias de completa inapetência e nada do que você oferece está bom… o que é um pesadelo para as mães); segundo, você não tem dotes culinários, pouquíssima intimidade com preparo de legumes e muito menos criatividade para cozinhar todos os dias… (isso eu não coloquei na minha lista de ousadias no Projeto Aberdeen, ops!).

Entretanto, graças ao fato de Aberdeen ser uma cidade que funciona em função da indústria do petróleo e da universidade, por aqui

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Highlands: tudo que você queria saber (ou quase tudo).

A maioria das pessoas, quando pensa na Escócia, imagina logo as Highlands. Aquelas paisagens com picos nevados, vales, lagos, e os scots correndo de saias pelas montanhas ao som de gaita de foles, como se fizesse sempre calorosos 15 graus.

Hollywood ajudou bastante nessa visão:

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O Castelo de Edimburgo e a Pedra do Destino

Vir para a Escócia e não visitar o Castelo de Edimburgo, é como não vir. Ele é o castelo mais visitado do país, e um dos mais antigos também. As edificações datam do século XII, mas escavações comprovaram recentemente que já existiam ocupações diversas no local desde a Idade do Bronze.

Castelo de Edimburgo, visto do Princes Gardens.

O castelo fica

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Hogmanay: 3 dias de muita festa, fogo e gelo.

Aqui na Escócia, as festas de Ano Novo são chamadas de Hogmanay, e duram 3 dias. O motivo de essa celebração ser tão grandiosa é que, por mais de 300 anos, o Natal foi proibido no país. Culpa da Reforma Protestante, que foi mais radical aqui que no resto da Europa. Os escoceses, então, transformaram a virada do ano em um super evento, pra compensar. O Hogmanay, hoje em dia, reúne tradições antigas e contemporâneas com festas de rua e shows pelo país todo.

No dia 30 de dezembro, acontece

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Falkland – a Inverness dos anos 40

Falkland é outro lugar parado no tempo, ao pé de uma montanha, com um castelo e muitas casinhas de pedra com marcações enigmáticas.

O vilarejo foi escolhido para representar Inverness nos anos 40, no seriado Outlander. Eles aproveitaram também as ruelas antigas para filmar outras cenas representando locais diversos da Escócia do século XVIII.

Centrinho de Falkland

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Culross – o vilarejo do castelo amarelo e de filmagens de Outlander.

Culross é considerado um dos vilarejos mais pitorescos da Escócia. Possui cerca de 300 habitantes e é basicamente parado no tempo. Foi também um dos locais utilizados para as filmagens do seriado Outlander.

Fica a uns 20-30 minutos de Edimburgo, mas não possui estação de trem, ou seja, só dá pra ir de carro ou de ônibus. Estive lá em outubro, e bati várias fotos pra mostrar aqui. 🙂

Estrada para Culross.

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St Andrews Day e a bandeira da Escócia

Hoje é o dia de St Andrews (Santo André), padroeiro da Escócia. É também feriado bancário e dia de folga para os alunos da Universidade de St Andrews. O dia é geralmente dedicado a celebrações da cultura escocesa, com música e comidas típicas, e a primeira-ministra da Escócia faz o tradicional discurso do dia de St Andrews.

Mas como e por que um santo que nunca sequer pisou na Escócia se transformou em seu padroeiro e é tão popular por aqui?

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Círculos de Pedras e viagens no tempo

Preciso começar este post informando – para quem ainda não sabe – que Craigh na Dun não existe! Foi um lugar inventado pela autora de Outlander. O círculo de pedras foi construído em isopor para as filmagens, em uma colina de Kinnloch Rannoch, em Perthshire (e não em Inverness).

Aliás, se Craigh na Dun existisse mesmo, eu não estaria aqui escrevendo. A julgar pelo sucesso da série e pela quantidade de mulheres loucas para viajar no tempo e encontrar um highlander sósia do Jamie (já aviso que dentes perfeitos serão improváveis), eu estaria agora com uma banquinha montada lá, distribuindo senhas de acesso à pedra principal e fazendo fortuna vendendo antibióticos para as viajantes. Porque é sempre uma má ideia ir para o passado sem uns remedinhos modernos no bolso…

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