Autor: Silvia Garofallo (Página 1 de 2)

Sendo mãe de criança pequena na Escócia – Parte 3: Com chuva ou com sol… é preciso brincar!

Considero Aberdeen uma cidade child friendly, boa para crianças. É calma, relativamente silenciosa e muito segura.

Aqui é fácil andar de carrinho pelas ruas e pelos meios de transporte, em especial nos ônibus, os quais oferecem um lugar especial para ficar com o carrinho aberto. Alguns táxis são carros grandes e também não é necessário desmontá-lo.

Se São Pedro está bem-humorado ao olhar para a Escócia, os parques são uma maravilhosa opção para os pequenos se perderem correndo e gastando energia, pois são bem cuidados, limpos e com grandes áreas verdes:

– O Seaton Park tem um jardim lindo e pode-se chegar nas margens do River Don;

Seaton Park

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Sendo mãe de criança pequena na Escócia – Parte 2: Como planejar a alimentação de uma criança pequena em outro país?

Depois que eu saí de casa, com 26 anos, fui morar sozinha e assim fiquei por mais ou menos 10 anos. Eu achava chato cozinhar só para mim e também passava muito tempo no hospital, fazendo as minhas refeições por lá mesmo. Além do mais, não fui daquelas pessoas abençoadas com dotes culinários, embora eu adore ler sobre comida e experimentar novos sabores. Aliás, no meu doutorado avaliei o efeito de algumas intervenções dietéticas sobre a saúde cardiovascular, mais especificamente, do azeite de oliva e da noz pecã.

Bom, quando a Milena chegou, piscou meu sinal de alerta sobre o assunto. Contei com a ajuda da minha sogra e da tia do meu marido (que foi babá da Milena por nove meses), que tinham muita habilidade na cozinha, durante a introdução alimentar. Além de observá-las pilotando o fogão, peguei meu caderninho de receitas e fui anotando tudo, até como cozinhar a couve-flor (esse era o meu nível!). Mas quando me vi sozinha em Aberdeen, com um mundo de opções à minha frente, bloqueei. Sem contar que a Milena ficou rejeitando qualquer tipo de comida que eu oferecesse durante as primeiras duas semanas. Um pavor. Uma noite, depois que eu havia passado umas duas horas na cozinha preparando arroz, lentilha, um franguinho e cenoura cozida e ela não quis nada, fui chorar no quarto.

Buscando inspiração

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Sendo mãe de criança pequena na Escócia – Parte 1: Como vestir uma criança no frio?

A pedido da Daniela Bohrer, que me conhece desde os 7 anos de idade, resolvi escrever esse post sobre maternidade. A Escócia me trouxe aprendizados especiais sobre ser mãe e me proporcionou muitas oportunidades para refletir sobre o assunto. Foi muito difícil parar de trabalhar, ficar com pouco dinheiro e enfrentar um inverno escuro e úmido, em outro país e sem nenhuma ajuda por perto, com uma criança de um ano de idade. Difícil mesmo. Antes de chegar, calculei que precisaria de três meses para nos adaptarmos, mas agora, um ano e meio depois, vejo que foram necessários mais do que doze. Bateu a solidão, a depressão e, posso dizer, alguns momentos de desespero.

Entretanto, recebi uma injeção de ânimo através de um precioso conselho.

Quando fazia aproximadamente um mês que estávamos em Aberdeen, em uma tarde, fui a um café organizado em um salão de uma igreja nas férias de inverno. Lá, fui acolhida por um simpático senhor

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Saúde na Escócia: Como enfrentamos alguns problemas de saúde em Aberdeen

Uma das minhas maiores preocupações, que me gerava muita angústia ao mudarmos de país, era de como seríamos atendidos em caso de problemas de saúde. Essa questão se multiplicou por mil com uma criança de 1 ano de idade. Meu marido acha que eu exagero, penso sempre no pior. Concordo em parte, pois é verdade que como já presenciei muita coisa, casos muito graves, situações dramáticas e complexas, além de ter estudado, de uma maneira geral, doenças e suas complicações… sim, eu vejo o lado pior. Discordo do fato de achar que não se deve pensar nisso. O fato é que adoecemos, e algumas vezes de forma inevitável. Sofremos acidentes. Nosso corpo, em algum momento, padece. E nesse contexto de doença, o ser humano se enfraquece, se apequena, se fragiliza. Precisamos de ajuda. Nem sempre bolsa de água quente, chá e repouso resolvem. E não conhecer como essa ajuda a acontece pode ser desesperador.

Por exemplo,

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Pelos caminhos dos castelos em Aberdeenshire

Aqueles que já leram posts meus anteriores, sabem que moro em Aberdeen, na costa Noroeste da Escócia, junto ao mar do Norte. Ela é uma cidade portuária e é a maior de uma região chamada Aberdeenshire. Essa região é conhecida por ter a maior concentração de castelos por acre no Reino Unido. Antes de vir para cá, não tinha a menor ideia dessa particularidade. Fiquei mais entusiasmada ainda quando descobri que a maioria deles fica realmente muito perto de Aberdeen e que são ótimos programas para passar um dia fora. A seguir vou falar um pouquinho de cada um dos que eu visitei:

1- Slains Castle

Essas ruínas ficam no alto de um penhasco à beira do mar. Para chegar lá, tem um estacionamento sinalizado na localidade de Crudan Bay e outro na rodovia. A visita ao local é gratuita. O cenário é lindo e dizem que inspirou Bran Stocker a escrever Drácula.

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Boas razões para visitar a Catedral de Aberdeen

1. Fica no coração da cidade

Após chegarmos em Aberdeen, passaram-se duas semanas para eu me recuperar do choque inicial e para que o tempo ficasse firme o suficiente para eu criar coragem para ir caminhando até o centro da cidade. Um dia frio, mas bastante ensolarado, dia 25 de dezembro de 2015. O nosso destino era caminhar pela Union Street, a grande avenida da cidade. Ao entrarmos nela, logo nos deparamos com um enorme pórtico de granito, com árvores muito altas, que naquela época de inverno, encontravam-se desnudas. Ao fundo, a catedral (aqui chamada The Mither Kirk ou The Mother Church) da cidade, a Kirk of Saint Nicholas, com as típicas torres pontiagudas de estilo gótico. O jardim, que as pessoas ocupam como praça, era algo peculiar: um cemitério!

Foto: Silvia Garofallo

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De carro pelas Highlands: um passeio e muitas reflexões

[Escrito em conjunto por: Silvia Bueno Garofallo e Nicola Chiarelli Garofallo]

Sempre gostei de viajar de carro.

Na minha infância, para sair de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul, todas as viagens representavam longos passeios.

Para a minha natureza canceriana contemplativa, olhar pela janela do carro me trazia, e ainda me traz, momentos de paz. Começo a mentalmente comparar aquela experiência a todas situações da vida. Nas viagens, sempre vamos em frente. Vislumbramos lindas paisagens, o horizonte… onde, impreterivelmente chegaremos, passaremos e, depois, deixaremos para trás. E o deixar para trás não tira a beleza da viagem. Tudo passa. Inclusive o belo, inclusive o desejado. Sim…uma hora chegamos ao destino, mas muitas coisas ficaram para trás. Desapegamos. Não podemos segurar.

E assim eu fui, muito entusiasmada, pois sabia que teria meu momento de meditação rumo às Highlands, ponto turístico

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Dez observações despretensiosas sobre moda e beleza em Aberdeen

Não que eu seja do tipo super ligada em moda e tendências, pelo contrário, me dei conta que desligar um pouco dos apelos estéticos pode ser libertador… e essa foi uma, das muitas, experiências aqui na Escócia.

1- Roupas adequadas

Primeiramente me dei conta, obviamente, que minhas roupas de inverno gaúchas não enfrentavam o vento escocês. Sentia tanto frio, que eu procurava roupas olhando o seu avesso: “Tem pelinho? Fleece? Pena de ganso? Esquenta de verdade?” … mas devo confessar que com as minhas primeiras peças não cheguei ao resultado esperado de não sofrer com aquele ar gelando os ossos… foram muitas toucas, luvas, meias, pantufas, em aquisições desesperadas e não satisfatórias.
Pouco a pouco fui abandonando a elegância e buscando conforto. Devo confessar que fui um pouco além do que deveria…. mas agora saio bem alegre pelas ruas de Aberdeen. Investi num casaco bem quente, à prova de água e vento, coloco minha touca de lã forrada que cobre as orelhas, uma manta tipo gola de lã com pelinho dentro, luvas de couro, calça de lã e botas… ufaaa…

2- Acessórios

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A flor do cardo

[Texto escrito em conjunto, com  Nicola Chiarei Garofallo]

É possível descrever o clima da Escócia? Viver aqui é bom mas é difícil.
A alma escocesa secular venta de todos os quadrantes.
Em Aberdeen e em outras cidades costeiras. Ventinho e ventão gelado.
Garoa que não é neve, não é granizo, garoinha fina chamada de “drizzle”, micro pedrinhas de gelo quase invisíveis.
Pelas janelas sempre um olhar interrogativo:
qual o volume de nuvens?
teremos minutos de sol?
a previsão vai acertar?
Impossível! Esquece!
Tudo é possível nas terras de William Wallace.
Mas isso fica para depois.
A flor símbolo da Escócia, em inglês, é a “Thistle” ou Cardo em nosso idioma. No ano 1263 os

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Desafio das guloseimas: explorando o supermercado.

Uma das grandes dúvidas que aparece imediatamente após se decidir morar em outro país é: “Como vai ser a nossa alimentação?” e “ Vamos nos adaptar?”

Essa preocupação se multiplica várias vezes quando, primeiro, se tem um bebê que começou a introduzir alimentos sólidos há poucos meses e está em plena crise de um ano de idade (para quem não sabe, nessa época os bebês têm dias de completa inapetência e nada do que você oferece está bom… o que é um pesadelo para as mães); segundo, você não tem dotes culinários, pouquíssima intimidade com preparo de legumes e muito menos criatividade para cozinhar todos os dias… (isso eu não coloquei na minha lista de ousadias no Projeto Aberdeen, ops!).

Entretanto, graças ao fato de Aberdeen ser uma cidade que funciona em função da indústria do petróleo e da universidade, por aqui

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